ruiraiox:Werner “Zappi” Diermaier, electric sander virtuoso

‘There is no group more mythical than Faust’ (‘não há grupo mais mítico que os Faust’) escreveu Julian Cope no seu livro Krautrocksampler, onde contribuiu de forma decisiva para ilustrar a influência indelével do grupo alemão no desenvolvimento das texturas musicais ambientais e industriais a partir do início da década de 70. Estiveram na Virgin, que lançou o icónico ‘The Faust Tapes’ em 1973 - compêndio de gravações artesanais compilado por um fã -, colaboraram com Tony Conrad no incontornável ‘Outside the Dream Syndicate’, afastaram-se e regressaram na década de 90, então já com novo afecto e entendimento do mundo em redor sobre a sua proposta radical informada pela músique concrète, a teoria e obra de Stockhausen e pelos Velvet Underground, que não raras vezes produzia trechos de uma candura pastoral de beata beleza. Na formação que se apresentará no OUT.FEST, em vésperas de lançamento do novo álbum ‘Just Us’ contaremos com o duo nuclear actual da banda e membros originais Jean-Herve Peron e Werner “Zappi” Diermaier, que integrarão no concerto materiais sonoros recolhidos em périplo pelo Barreiro.
Formed in 1969 in Hamburg, Germany and considered the inventors of “Krautrock”, iconoclasts extrordinaire Faust are key figures in 20th Century music. In the early ’70s, along with Can and Kraftwerk, they re-invented pop music as a specifically European art-form. In their own studio they were able to revolutionize the whole process of musical production; they improvised with industrial noise, generated bizarre hypnotic grooves, indulged in shockingly willful studio-based collages, and dabbled with every conceivable musical genre, sometimes simultaneously.
The touring members of the 2009 US Faust tour are original members Jean-Herve Peron and Werner “Zappi” Diermaier, along with James Johnston (Gallon Drunk, Lydia Lunch, Nick Cave and the Bad Seeds) and visual/video artist, painter, and musician Geraldine Swayne.

ruiraiox:Werner “Zappi” Diermaier, electric sander virtuoso

‘There is no group more mythical than Faust’ (‘não há grupo mais mítico que os Faust’) escreveu Julian Cope no seu livro Krautrocksampler, onde contribuiu de forma decisiva para ilustrar a influência indelével do grupo alemão no desenvolvimento das texturas musicais ambientais e industriais a partir do início da década de 70. Estiveram na Virgin, que lançou o icónico ‘The Faust Tapes’ em 1973 - compêndio de gravações artesanais compilado por um fã -, colaboraram com Tony Conrad no incontornável ‘Outside the Dream Syndicate’, afastaram-se e regressaram na década de 90, então já com novo afecto e entendimento do mundo em redor sobre a sua proposta radical informada pela músique concrète, a teoria e obra de Stockhausen e pelos Velvet Underground, que não raras vezes produzia trechos de uma candura pastoral de beata beleza. Na formação que se apresentará no OUT.FEST, em vésperas de lançamento do novo álbum ‘Just Us’ contaremos com o duo nuclear actual da banda e membros originais Jean-Herve Peron e Werner “Zappi” Diermaier, que integrarão no concerto materiais sonoros recolhidos em périplo pelo Barreiro.

Formed in 1969 in Hamburg, Germany and considered the inventors of “Krautrock”, iconoclasts extrordinaire Faust are key figures in 20th Century music. In the early ’70s, along with Can and Kraftwerk, they re-invented pop music as a specifically European art-form. In their own studio they were able to revolutionize the whole process of musical production; they improvised with industrial noise, generated bizarre hypnotic grooves, indulged in shockingly willful studio-based collages, and dabbled with every conceivable musical genre, sometimes simultaneously.

The touring members of the 2009 US Faust tour are original members Jean-Herve Peron and Werner “Zappi” Diermaier, along with James Johnston (Gallon Drunk, Lydia Lunch, Nick Cave and the Bad Seeds) and visual/video artist, painter, and musician Geraldine Swayne.

Jean-Herve Peron Out.Fest 2014 2014 Werner Zappi Diermaier

ATP proudly present legendary band The Ex, at London’s XOYO on April 16th 2014.
After 33 years, more than 25 albums and around 1800 performances, the band continues to work as they did when they began, completely independent of record companies, managers or roadies. Because of this ‘do it yourself’ work ethic The Ex is still a great example for other forward-thinking bands and musicians.

Como escreveu o jornalista José Marmeleira aquando da estreia deste incontornável colectivo holandês na ZDB há dois anos “Nenhuma banda moldada pelos anos de chumbo do punk vive hoje com a mesma liberdade e juventude. E agita os corpos e as consciências com o mesmo vigor.”
Com origem no final da década de 70, logo se tornou claro o seu abnegado intento em direccionar a energia da música popular ao serviço de uma militância política, dispensando contudo fundamentalismos estéticos ou de prática vivencial, colocando-os assim a par do pós-punk poetizado de imagens e groove das Raincoats ou dos Fall.
Ao longo dos anos travaram-se de amores reciprocados com os Sonic Youth e uma cumplicidade com Steve Albini também vem de longe, para além do disco ‘In the Fishtank 9’ de 2001 gravado com os Tortoise, mas os The Ex não se limitaram a quedar no campeonato repisado das guitarras-baixo-bateria do continuum punk.
Esta estrutura-atitude base tem vindo a integrar outros instrumentos - sopros, electrónica, acórdeão, .. - e idiomas musicais experimentados e celebrados no território de origem, como a colaboração em 2006 com o saxofonista etíope Getatchew Mekuria, oferecendo-se como a sua banda em estúdio para o disco ‘Moa Anbessa’, e o interesse por canções folk de latitudes diversas, que cotam os The Ex como um dos indisputados bastiões europeus e mundiais da verdadeira criação além-géneros e de uma integração quase inimaginavelmente livre de sons, proveniências e tradições num todo radicalmente novo.
"An Ex show is a shared experience, they take the audience on a musical adventure to places no one has been before. They are the most interesting musical unit in the world today…Go and see the Ex and you will hear rhythms you have never heard before…a sweaty seething party, an uplifting, joyful celebration. They have brilliantly proved that playing music with this sense of wild-eyed fun and radical political edge and this adherence to all that was good and great about the positive politic of the punk and post punk period can actually fucking work" - The Quietus


Terrie Hessels ↣ guitarra, guitarra barítona


Katherina Bornefeld ↣ bateria, vocals, percussão


Andy Moor ↣ guitarra, guitarra barítona


Arnold de Boer ↣ vocal, guitarra, samples

ATP proudly present legendary band The Ex, at London’s XOYO on April 16th 2014.

After 33 years, more than 25 albums and around 1800 performances, the band continues to work as they did when they began, completely independent of record companies, managers or roadies. Because of this ‘do it yourself’ work ethic The Ex is still a great example for other forward-thinking bands and musicians.

Como escreveu o jornalista José Marmeleira aquando da estreia deste incontornável colectivo holandês na ZDB há dois anos “Nenhuma banda moldada pelos anos de chumbo do punk vive hoje com a mesma liberdade e juventude. E agita os corpos e as consciências com o mesmo vigor.”

Com origem no final da década de 70, logo se tornou claro o seu abnegado intento em direccionar a energia da música popular ao serviço de uma militância política, dispensando contudo fundamentalismos estéticos ou de prática vivencial, colocando-os assim a par do pós-punk poetizado de imagens e groove das Raincoats ou dos Fall.

Ao longo dos anos travaram-se de amores reciprocados com os Sonic Youth e uma cumplicidade com Steve Albini também vem de longe, para além do disco ‘In the Fishtank 9’ de 2001 gravado com os Tortoise, mas os The Ex não se limitaram a quedar no campeonato repisado das guitarras-baixo-bateria do continuum punk.

Esta estrutura-atitude base tem vindo a integrar outros instrumentos - sopros, electrónica, acórdeão, .. - e idiomas musicais experimentados e celebrados no território de origem, como a colaboração em 2006 com o saxofonista etíope Getatchew Mekuria, oferecendo-se como a sua banda em estúdio para o disco ‘Moa Anbessa’, e o interesse por canções folk de latitudes diversas, que cotam os The Ex como um dos indisputados bastiões europeus e mundiais da verdadeira criação além-géneros e de uma integração quase inimaginavelmente livre de sons, proveniências e tradições num todo radicalmente novo.

"An Ex show is a shared experience, they take the audience on a musical adventure to places no one has been before. They are the most interesting musical unit in the world today…Go and see the Ex and you will hear rhythms you have never heard before…a sweaty seething party, an uplifting, joyful celebration. They have brilliantly proved that playing music with this sense of wild-eyed fun and radical political edge and this adherence to all that was good and great about the positive politic of the punk and post punk period can actually fucking work" - The Quietus

  • Terrie Hessels ↣ guitarra, guitarra barítona

  • Katherina Bornefeld ↣ bateria, vocals, percussão

  • Andy Moor ↣ guitarra, guitarra barítona

  • Arnold de Boer ↣ vocal, guitarra, samples

The Ex 2014 Out.Fest 2014

OUT.FEST: Ao longo da tua carreira, tens vindo a combinar ondas de ruído e sons ‘glitchados’ e manipulados com instrumentos ‘convencionais’, especialmente guitarras. Esta tendência é ainda mais visível no teu último disco, o “Bécs”, no qual o baixo e a bateria aparecem de forma mais proeminente do que no passado. O que é que te atrai nesta fusão entre orgânico e digital, e em termos de som, o que é que procuras ao processar estes instrumentos?
Christian Fennesz: Bem, o Tony Buck, o Werner Dafeldecker e o Martin Brandlmayer estavam por Vienna e eu convidei-os a virem tocar ao meu estúdio. Queria ter uma espécie de abordagem de ‘banda’ nalgumas músicas. Ao inicio nem estava a pensar muito em processar os instrumentos, porque estava a gostar do som muito tradicional que saiu daquelas sessões de estúdio. Mas acabei por processar a bateria, soou-me interessante assim.
OF: Já mencionaste várias vezes a tua apreciação  por ‘acidentes’ de estúdio, sons gerados de maneiras que podem correr ‘mal’, que não saem como o esperado, e no entanto trazem um toque inesperado e interessante a uma música. Há muitos destes acidentes no “Bécs”? E se sim, há algum deles que se destaque, na tua opinião?

CF: Não existem assim tantos desses acidentes no “Bécs”, excepto no que toca às baterias processadas. No “Bécs” optei por uma abordagem mais directa – algumas das músicas surgiram de improvisações em estúdio mas no geral é um disco muito “composto”.
OF: Foste um dos primeiros artistas a usar o portátil como um instrumento, especialmente num contexto de música ao vivo. Apesar disso ser mais comum nos dias que correm, muitas bandas continuam a usar o portátil principalmente como uma maneira de lançar samples e faixas de acompanhamento, enquanto que tu também o usas como um processador de efeitos e uma ferramenta improvisacional. É esta versatilidade que te atrai no uso de software como um instrumento? Já experimentaste usar tablets da mesma forma?
CF: Eu continuo a gostar de usar software como um instrumento. Lançar “backing tracks” pode ser necessário num contexto de banda, mas para mim enquanto performer a solo seria um pouco aborrecido.
Por muito fantastico que o Ableton “Live” seja, ele nunca funcionou bem comigo num contexto de performance ao vivo. Continuo a usar o “ppooll”, um patch escrito em max/msp [uma linguagem de programação para música e multimédia]. Para mim, é a ferramenta de improvisação perfeita.
Comecei a usar tablets desde que o primeiro iPad saiu, e até usei um nalguns pontos do “Bécs”.
Fennesz actua na sexta (3 de Outubro) na Casa da Cultura, juntamente com o Peter Evans Quintet e o Dean Blunt. 

OUT.FEST: Ao longo da tua carreira, tens vindo a combinar ondas de ruído e sons ‘glitchados’ e manipulados com instrumentos ‘convencionais’, especialmente guitarras. Esta tendência é ainda mais visível no teu último disco, o “Bécs”, no qual o baixo e a bateria aparecem de forma mais proeminente do que no passado. O que é que te atrai nesta fusão entre orgânico e digital, e em termos de som, o que é que procuras ao processar estes instrumentos?

Christian Fennesz: Bem, o Tony Buck, o Werner Dafeldecker e o Martin Brandlmayer estavam por Vienna e eu convidei-os a virem tocar ao meu estúdio. Queria ter uma espécie de abordagem de ‘banda’ nalgumas músicas. Ao inicio nem estava a pensar muito em processar os instrumentos, porque estava a gostar do som muito tradicional que saiu daquelas sessões de estúdio. Mas acabei por processar a bateria, soou-me interessante assim.

OF: Já mencionaste várias vezes a tua apreciação  por ‘acidentes’ de estúdio, sons gerados de maneiras que podem correr ‘mal’, que não saem como o esperado, e no entanto trazem um toque inesperado e interessante a uma música. Há muitos destes acidentes no “Bécs”? E se sim, há algum deles que se destaque, na tua opinião?

CF: Não existem assim tantos desses acidentes no “Bécs”, excepto no que toca às baterias processadas. No “Bécs” optei por uma abordagem mais directa – algumas das músicas surgiram de improvisações em estúdio mas no geral é um disco muito “composto”.

OF: Foste um dos primeiros artistas a usar o portátil como um instrumento, especialmente num contexto de música ao vivo. Apesar disso ser mais comum nos dias que correm, muitas bandas continuam a usar o portátil principalmente como uma maneira de lançar samples e faixas de acompanhamento, enquanto que tu também o usas como um processador de efeitos e uma ferramenta improvisacional. É esta versatilidade que te atrai no uso de software como um instrumento? Já experimentaste usar tablets da mesma forma?

CF: Eu continuo a gostar de usar software como um instrumento. Lançar “backing tracks” pode ser necessário num contexto de banda, mas para mim enquanto performer a solo seria um pouco aborrecido.

Por muito fantastico que o Ableton “Live” seja, ele nunca funcionou bem comigo num contexto de performance ao vivo. Continuo a usar o “ppooll”, um patch escrito em max/msp [uma linguagem de programação para música e multimédia]. Para mim, é a ferramenta de improvisação perfeita.

Comecei a usar tablets desde que o primeiro iPad saiu, e até usei um nalguns pontos do “Bécs”.

Fennesz actua na sexta (3 de Outubro) na Casa da Cultura, juntamente com o Peter Evans Quintet e o Dean Blunt. 

Out.Fest 2014 Faust The Ex Fennesz “Endless Summer” (2001) Christian Fennesz 2014

OUT.FEST: O “Surrender to the Fantasy”, o vosso disco mais recente (lançado no ano passado), é de algum modo difícil de categorizar (e isto é uma coisa boa), mudando (às vezes drasticamente) entre estilos e estados de espírito de faixa para faixa. Na vossa opinião, qual é a ligação - se é que há uma - entre estas músicas?  
Magik Markers: Estamos a contar uma história , ou pelo menos esperamos que sim…Há muitos lados no dado que são os Magik Markers…não nos queríamos limitar…Mas compilar  um disco a partir de anos de gravações foi um grande desafio….estamos muito contentes com ele e esperamos que o disco leve as pessoas numa viagem que elas curtam…A minha versão favorita do disco é a de uma hora que vêm em USB.
OF: A vossa música transmite frequentemente uma sensação de espontaneidade mesmo nas vossas faixas mais estruturadas, sendo pouco ou nada polidas, como se estivessem a tentar transmitir sensações e ideias da forma mais crua e pura possível. Diriam que essa é uma descrição adequada do que tentam fazer musicalmente?
MM: Sim, sem dúvida. Muito do material foi espontâneo…passamos muito tempo…quatro anos…a compilar gravações…e também passamos muito tempo a misturar coisas com o Aaron Mullan [de Tall Firs]… Ele já trabalha connosco há muito tempo e tem uma boa ideia do que somos enquanto banda. É um trabalho de família…Este é o nosso disco menos apressado e mais representativo da nossa banda até agora.
 OF: Vocês são conhecidos por gravar e lançar várias cassetes e CDs por ano, particularmente antes da pausa entre o Balf Quarry e o Surrender to the Fantasy. Têm algum plano para voltar a lançar algumas dessas gravações online para um público mais alargado (na Arbitrary Signs, talvez)? Ou um Gucci Rapidshare Download parte dois, pelo menos?
MM: Temos feito imenso trabalho de arquivo na página de bandcamp da Arbitrary Signs, e temos planos para continuar a fazê-lo, definitivamente.
OF: Nalgumas das vossas entrevistas, vocês mencionam que muito do “Surrender to the Fantasy” foi escrito na cave da casa do pai da Elisa. O que é que ele acha desse disco e da vossa música em geral?
MM: Só numas quantas músicas. O pai da Elisa é um grande fã. Ele até tocou bateria connosco num concerto. Costumávamos ensaiar na cave dele quando ela funcionava como uma espécie de ponto intermédio entre Nova Iorque e Massachussets…Foi uma espécie de regresso às nossas origens.
OF: O que podemos esperar da vossa actuação no OUT.FEST?
MM: Nós nascemos para rockar…nunca seremos estrelas de opera. 

Os Magik Markers actuam  sábado (dia 4) à noite no Pavilhão do G.D. Ferroviários, juntamente com Putas Bêbedas, The Ex e Faust, para uma noite inesquecível de rock’n’roll exploratório. 

OUT.FEST: O “Surrender to the Fantasy”, o vosso disco mais recente (lançado no ano passado), é de algum modo difícil de categorizar (e isto é uma coisa boa), mudando (às vezes drasticamente) entre estilos e estados de espírito de faixa para faixa. Na vossa opinião, qual é a ligação - se é que há uma - entre estas músicas?  

Magik Markers: Estamos a contar uma história , ou pelo menos esperamos que sim…Há muitos lados no dado que são os Magik Markers…não nos queríamos limitar…Mas compilar  um disco a partir de anos de gravações foi um grande desafio….estamos muito contentes com ele e esperamos que o disco leve as pessoas numa viagem que elas curtam…A minha versão favorita do disco é a de uma hora que vêm em USB.

OF: A vossa música transmite frequentemente uma sensação de espontaneidade mesmo nas vossas faixas mais estruturadas, sendo pouco ou nada polidas, como se estivessem a tentar transmitir sensações e ideias da forma mais crua e pura possível. Diriam que essa é uma descrição adequada do que tentam fazer musicalmente?

MM: Sim, sem dúvida. Muito do material foi espontâneo…passamos muito tempo…quatro anos…a compilar gravações…e também passamos muito tempo a misturar coisas com o Aaron Mullan [de Tall Firs]… Ele já trabalha connosco há muito tempo e tem uma boa ideia do que somos enquanto banda. É um trabalho de família…Este é o nosso disco menos apressado e mais representativo da nossa banda até agora.

 OF: Vocês são conhecidos por gravar e lançar várias cassetes e CDs por ano, particularmente antes da pausa entre o Balf Quarry e o Surrender to the Fantasy. Têm algum plano para voltar a lançar algumas dessas gravações online para um público mais alargado (na Arbitrary Signs, talvez)? Ou um Gucci Rapidshare Download parte dois, pelo menos?

MM: Temos feito imenso trabalho de arquivo na página de bandcamp da Arbitrary Signs, e temos planos para continuar a fazê-lo, definitivamente.

OF: Nalgumas das vossas entrevistas, vocês mencionam que muito do “Surrender to the Fantasy” foi escrito na cave da casa do pai da Elisa. O que é que ele acha desse disco e da vossa música em geral?

MM: Só numas quantas músicas. O pai da Elisa é um grande fã. Ele até tocou bateria connosco num concerto. Costumávamos ensaiar na cave dele quando ela funcionava como uma espécie de ponto intermédio entre Nova Iorque e Massachussets…Foi uma espécie de regresso às nossas origens.

OF: O que podemos esperar da vossa actuação no OUT.FEST?

MM: Nós nascemos para rockar…nunca seremos estrelas de opera. 

Os Magik Markers actuam  sábado (dia 4) à noite no Pavilhão do G.D. Ferroviários, juntamente com Putas Bêbedas, The Ex e Faust, para uma noite inesquecível de rock’n’roll exploratório. 

Magik Markers Out.Fest 2014 The Ex 2014 Faust

Press Release - Picasso at Gagosian West 21st Street, New York

gagosiangallery:

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Picasso & the Camera

Tuesday, October 28, 2014–Saturday, January 3, 2015
Opening reception: Tuesday, October 28th, from 6:00 to 8:00pm

Gagosian Gallery, in partnership with Bernard Ruiz-Picasso, is pleased to present “Picasso and the Camera,” the fifth in a series of major Picasso surveys, following “Mosqueteros” (2009), “Picasso: The Mediterranean Years (1945–1962)” (2010), “Picasso and Marie-Thérèse: L’amour fou” (2011), and “Picasso and Françoise Gilot: Paris-Vallauris 1943–1953” (2012). Curated by Picasso biographer John Richardson, assisted by Gagosian directors Valentina Castellani and Michael Cary, the exhibition explores how Picasso used photography not only as a source of inspiration, but as an integral part of his studio practice. Spanning sixty years, this show, which includes many photographs taken by Picasso but never before seen or published, as well as related paintings, drawings, sculptures, prints, and films, will provide an unprecedented survey of his unique relationship with the camera. David Korins, acclaimed scenic and production designer for stage and screen, has transformed the 21st Street gallery with an innovative exhibition design that seamlessly incorporates the vast array of archival materials with Picasso’s own works in a variety of media.

The most famous visual artist of the 20th century, Picasso was also the most photographed. His striking features became an icon of his own time, recognized the world over. Yet this phenomenon was not a mere by-product of celebrity; his own practice set the precedent. Picasso engaged with photography and photographers in myriad ways, starting from his early days in Paris and continuing through the last years of his life. He used the camera to capture life in the studio and at home, to try out new ideas, to study his works and document their creation, and to shape his own image as an artist at work. He collaborated with Brassaï, his celebrated mistress Dora Maar and Andre Villers to create wholly original works, filmed home movies of his family and friends, and worked with filmmakers such as Luciano Emmer and Henri-Georges Clouzot to capture his creative process. His life and work were documented by photographers as diverse as Jean Cocteau, Cecil Beaton, Man Ray, Lee Miller, Michel Sima and Arnold Newman. The resulting body of photographs and films, filled with fact, invention and myth, is vital to an understanding of Picasso’s achievements across his entire artistic output. As Picasso said to one of his favorite photographers Brassaï, “…I want to leave as complete a record as possible for posterity.”

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Pablo Picasso Picasso & the Camera